Soneto do amor incerto
Houve um tempo em que estive apaixonado
Nem quero me lembrar dessa tristeza
Amar é se deixar ser enganado
Pelos vis artifícios da beleza
Pior, pra mais me ver atormentado
Resolve o amor usar maior destreza
Descontente em me ver só não amado
Resolve tirar mesmo essa certeza
Não sei se é por acaso eu estar sozinho
Se é tudo um turbilhão que nos separa
Se é um capricho louco do destino
Mas mesmo tendo tudo isso na alma
Me lanço enfim nesse redemoinho
E eu nado e nado e nado... e ela nada
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Olá Bruno!!! Resolvi dar uma passadinha em seu blog para ver seus trabalhos poéticos....
ResponderExcluirEste é um belo poema!!! Achei super legal a forma como vc descreveu/sentiu a dualidade do amor, um sentimento que como vc disse "nos engana pelos vis artifícios da beleza" mas mesmo assim queremos nos enganar, queremos sentir, queremos nos apaixonar....
apesar de nem sempre conseguirmos a reciprocidade esperada.
Adorei!!
Bjsss de sua priminha...
Sil.